O primeiro módulo das oficinas do Curro Velho e da Casa da Linguagem, unidades da Fundação Cultural do Pará (FCP) foi encerrado na segunda-feira (10) com apresentações dos alunos e instrutores. A programação começou em março, e contou com 55 cursos de iniciação em artes cênicas, musicais, audiovisuais e plásticas, entre outras linguagens artísticas. O segundo módulo já está previsto para maio, com inscrições a partir de 18 de abril (terça-feira).


Inscrições- O segundo módulo das oficinas começa em 08 de maio, com inscrições a partir do dia 18 de abril. Os interessados podem se inscrever de forma presencial no Curro Velho (bairro do Telégrafo) e na Casa da Linguagem (em Nazaré). Os cursos oferecidos vão das artes cênicas, musicais e de dança às artes visuais e literárias.
Jamile Conceição participou da oficina de Danças Afro-Brasileiras e considerou a experiência muito importante. “Eu já pratiquei outras manifestações culturais afro. Essa foi a oportunidade de estar aprendendo mais uma manifestação, porque foram vários tipos de dança que nós aprendemos, e isso aumenta o meu repertório e a minha conexão com a minha ancestralidade”, contou Jamile.
Ela acompanhava as oficinas do Curro pelas redes sociais da Fundação, e disse estar ansiosa para as próximas aulas. “Eu já até perguntei quando seriam os próximos módulos. Já vou ser a primeira da lista!”, afirmou.
Inclusão -O Núcleo de Oficinas Curro Velho e a Casa da Linguagem promovem diversas atividades em parceria com a “Cia. do Nosso Jeito”, projeto que integra a ala de dança inclusiva. Os ensaios da mostra de dança terminam no próximo dia 20, e depois começam as preparações para a festa junina. A quadrilha pode ter até 40 integrantes.
“As oficinas de inclusão não param; elas só vão mudar o foco”, explicou a coordenadora do projeto, Thays Reis, acrescentando que “essa quadrilha é bem tradicional. Eles dançam aqui e no Centur, também. É uma quadrilha de inclusão mesmo, porque dançam pessoas usuárias de cadeira de rodas e pessoas sem deficiência aparente, além de crianças com Síndrome de Down e jovens com Transtorno do Espectro Autista. É um processo bem interessante”.
Desafios- A coordenadora disse ainda que o projeto é de extrema importância, tanto para crianças com deficiência quanto para os responsáveis. "As dificuldades de deslocamento são muito grandes. Tem crianças que precisam fazer terapias, como fono e ecoterapia, e que precisam ser conciliadas. Então, elas têm uma agenda muito corrida e cansativa. Mas mesmo assim elas gostam de estar aqui, fazem questão, e os pais trazem, porque percebem que as crianças ficam felizes de estarem envolvidas, gostam das amizades e do que fazem”, completou Thays.

Segundo ele, mesmo com a rotina complicada, o esforço de levar a filha às aulas vale a pena. “Aqui é um lugar onde ela se diverte e convive com outras crianças em situações parecidas com a dela. Tem sido muito enriquecedor pra ela, e obviamente pra gente também”, disse Tylon Maués.
Texto: Álvaro Frota - Ascom/FCP
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