Com o objetivo de evitar impactos negativos no gerenciamento inadequado de resíduos sólidos na Floresta Estadual (Flota) do Trombetas, no oeste paraense, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e a 1ª Companhia Independente de Policiamento Ambiental (CIPAmb) implantaram o Ponto de Entrega Voluntária (PEV) “Bertholletia excelsa”.
O projeto leva o nome científico da castanha-do-pará, e busca fomentar a educação ambiental na Unidade de Conservação (UC) e nas comunidades adjacentes. Por meio de palestras para extrativistas que coletam a castanha, a ação visa difundir entre os moradores a importância do PEV na Base Jaramacaru, localizada no município de Óbidos.
Segundo o comandante da 1ª CIPAmb, major Fernando, a iniciativa vai contribuir e incentivar o descarte correto dos resíduos sólidos que, na maioria das vezes, são deixados incorretamente na floresta. O militar informa que é fundamental a realização de ações que priorizem os processos formativos sustentáveis e estimulem no cidadão a importância de ver o lixo com outro olhar.
“O trabalho da 1ª CIPAmb na Flota Trombetas, junto aos extrativistas da comunidade Jaramacaru e daquela região, já se estende por vários anos. É uma atividade minuciosa em parceria com o Ideflor-Bio, que neste ano começou por um trabalho de educação ambiental para conscientizar aquelas populações a utilizarem melhor os recursos naturais da floresta, a fazerem a coleta seletiva do lixo e outras medidas de cunho sustentável”, diz o major Fernando.
Novas ações -Nas próximas etapas do projeto serão realizadas oficinas de produção de sabão com produtos renováveis e cursos de artesanato. A coordenação ressalta, também, que a tendência é expandir a iniciativa e possibilitar mais qualidade de vida ao público-alvo.
Segundo a diretora de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação do Ideflor-Bio, Socorro Almeida, a parceria entre as instituições é fundamental para solucionar o descarte irregular de lixo, problema que afeta os meios urbano e rural.
“O Ideflor-Bio trabalha na linha da sustentabilidade e do fomento ao extrativismo. E lá, naquela comunidade, a gente trabalha com aproximadamente 500 famílias, que no período da queda do ouriço da castanha-do-pará entram na mata para fazer a coleta. Eles passam muito tempo lá dentro, e acabam levando seus ranchos com sacos de açúcar, arroz, feijão, entre outros. Isso tudo é resíduo que, em tese, sempre é deixado na floresta”, informa a diretora.
Socorro Almeida ressalta, ainda, que “é muito interessante a ação da 1ª CIPAmb, parceira na Base do Jaramacaru, incentivando que esses extrativistas que adentram a mata saiam com esse lixo de volta, e deixem no PEV. Dessa forma, a própria consciência desses extrativistas melhora, e faz com que eles entendam que a floresta não é lugar de lixo”, acrescenta.
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