A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA) tem como missão regular, controlar e fiscalizar os serviços públicos delegados a terceiros, garantindo a sua prestação adequada, com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade. Pela natureza da Agência, criada em 1997, muitas atividades foram desempenhadas, por muito tempo, por homens. Essa realidade tem mudado ao longo dos anos. Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, servidoras compartilham as experiências no desempenho funcional no órgão de regulação.
Há três anos, Jheiphane Guimarães atua como controladora no Grupo Técnico de Transporte Rodoviário (GTT), fiscalizando os transportes intermunicipais em estradas e rodovias.

A controladora é conhecida por atuar com rigor no cumprimento da legislação do transporte rodoviário intermunicipal. “Eu faço o meu trabalho. E pelo fato de eu ser mulher eles acham que vão me dobrar, mas comigo as coisas são sempre certas. No início foi difícil, mas hoje é muito tranquilo. Não dou espaço para brincadeiras”, enfatiza.
O Dia Internacional da Mulher foi estabelecido pelas Organizações das Nações Unidas, em 1970. A data lembra as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.
Nesta quarta-feira, dia de conscientização, a controladora deixa uma mensagem. “O recado que deixo para as outras mulheres é que se esforcem e se dediquem e não se deixem rebaixar por ninguém. Hoje em dia a mulher pode tudo”, destaca.
Na sede da Arcon-PA, em Belém, a diretora de Controle Financeiro e Tarifário, Denise Pimenta, concorda: “a mulher pode ser tudo o que ela quiser. Foram muitas lutas em prol da emancipação e hoje estamos em um novo patamar”.
Única gestora executiva da instituição, ela compartilha os desafios de exercer uma função de liderança em um órgão de regulação. “Exercer esse papel é muito interessante, trabalhar em uma área que costuma ter mais homens do que mulheres. Sinto que é gratificante, mas temos desafios no dia a dia, manter a firmeza e a postura, ser diplomática, coerente e mostrar que temos competência e habilidades, sendo boas no que fazemos”, exemplifica.
Entre os pontos favoráveis, citados por Denise está a facilidade com o diálogo. “Somos mais habilidosas em mediação, temos mais controle, pois conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo, conseguindo conciliar. É um diferencial da mulher”, complementa.
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