Um projetor instalado na sala de quimioterapia do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, leva a magia do cinema para o ambiente da unidade de saúde. O "Cine QT" é um projeto idealizado pela equipe multiprofissional da instituição para promover entretenimento aos pacientes e acompanhantes. Desta vez, o filme “Hotel Transilvânia” (2012) foi o longa-metragem escolhido para que crianças e adolescentes pudessem se distrair durante o tratamento.

Segundo Larissa Fima, o entretenimento influencia a mudança benéfica na rotina dos usuários, acompanhantes e profissionais. “Buscamos proporcionar distrações àqueles pacientes que, durante o tratamento oncológico, têm vindas diárias ou semanais ao Hospital para a realização de quimioterapia. Além da exibição do filme, hoje nós levamos tiaras para as meninas e máscaras para os meninos, pois é uma forma de incentivar a socialização. E essa promoção de interação entre eles reflete na mudança de rotina dos familiares e acompanhantes da criança”, acrescenta a profissional.
Apoio ao tratamento- Com chope de frutas e pipocas, a plateia não desgrudou os olhos do filme. O projeto também traz alegria a quem acompanha de perto o enfrentamento à doença. “Essa programação é muito boa para as crianças, porque elas ficam muito tempo aqui em tratamento. É mais um espaço para se divertirem, e eu acho muito legal, porque tem dias que eles estão muito estressados. Não tenho dúvida de que o cinema ajuda no tratamento”, diz Nilce de Lima, avó da paciente Larissa Gabrielly.
Os longas escolhidos são conhecidos do grande público, e continuam arrancando risadas e prendendo a atenção das crianças. “Eu gosto bastante das programações daqui. Já vi esse filme, mas assistir aqui dentro é diferente, porque eu me distraio de tudo que está acontecendo”, conta a marabaense Ketellin Nicole, 12 anos, que há três meses luta contra um linfoma.
Vínculos- Além do entretenimento, o Projeto Cine QT busca tornar o ambiente hospitalar mais agradável, contribuindo para a melhoria do bem-estar do paciente e acompanhante. “Com momentos de descontração há aumento na qualidade do tempo em que os pacientes precisam realizar a quimioterapia intravenosa. Observamos também que isso contribui para a manutenção de vínculos, pois alguns pacientes se reencontram, e há espaço para troca de conversas e brincadeiras”, reitera a psicóloga.
O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo integra a rede de saúde mantida pelo Governo do Pará. Gerenciado pelo Instituto Diretrizes, a unidade é referência no tratamento de crianças e adolescentes na região amazônica, e fica na Travessa Quatorze de Abril, 1394, Bairro São Brás, em Belém.
Ellyson Ramos - Ascom/Hoiol
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