
No ato de abertura, a gerente geral de enfermagem da Fundação Santa Casa, Benedita Martins, ressaltou o objetivo do evento dirigido a enfermeiros e técnicos, e o considerou fundamental pelo respeito à profissão, à instituição e aos integrantes da equipe hospitalar e, principalmente, ao respeito ao paciente.
“Nós devemos de fato respeitar a opinião desse paciente. Ele tem que ser ativo nas escolhas nas ações que estão sendo decididas para a sua recuperação. E uma das ações primordiais do profissional é o amor como opção de busca suprema e real possibilidade de cada um desde o que cuida e o que é cuidado. Se atuar de maneira respeitosa eu tenho a reciprocidade de quem está recebendo este cuidado. É no campo dos afetos que o ser humano vai se desenvolvendo. E que o amor em suas muitas formas e maneiras vai estar dialogando com si mesmo e com os outros”, explana Benedita.
“A nossa profissão deve ser trabalhada com amor pelo que nós fazemos, porque acreditamos que assim a nossa prática se torna mais leve. A enfermagem é grandiosa demais, ela possui um alcance científico que deve ser utilizada por cada um de nós, e é nesse momento que nós temos que nos agigantar e não podemos ficar em silêncio , porque somos a enfermagem e fazemos sim toda a prestação desse cuidado e somos elementos que temos as nossas práticas e dependemos de nossos esforços”, disse a gerente de enfermagem.
Lena Alencar, diretora de Ensino Pesquisa e Extensão (DEPE), representando Bruno Carmona, presidente da Fundação Santa Casa, destacou a importância do amor como ponto de princípio do ser humano, reforçando o trabalho da categoria como anjos da guarda na área da saúde. “Vocês fazem uma grande diferença na vida dos pacientes e da instituição, levam o cuidado à alma. Muitas das vezes aquele paciente precisa que está aqui precisa de algo maior que um medicamento, ele está precisando que a gente cuide também da ferida da alma e vocês conseguem muitas das vezes levar este amor, este cuidar”.
“O trabalho de vocês na Santa Casa é significativo e fazem toda a diferença e nós da gestão da Santa Casa, somos gratos a vocês e o momento hoje é de gratidão e que esta semana seja de muita luz, de muita interação, de troca de conhecimentos e de experiências. Muitas das vezes a experiência fala mais alto, imaginem a gente trocar esse enriquecimento entre as experiências nos diversos hospitais”. Conclui a diretora.
Danielle Cruz, presidente do Conselho Regional de Enfermagem, destacou que a enfermagem é essencial em um serviço de saúde, e é fundamental destacar essa visibilidade, principalmente com o destaque de atuação nessa pandemia.
“A gente luta tanto pela valorização e reconhecimento da profissão e esse momento de troca de conhecimento é de suma importância para que a gente possa agregar valor à nossa profissão, que além da questão salarial é feito por ganhos técnicos científicos, éticos e legais. Não adianta se não tivermos conhecimento não dá para entrar em um debate assistencial, clínico multidisciplinar. Então esse é um momento muito importante para que a gente possa agregar conhecimento ao nosso fazer clínico”, diz Danielle.
Após a abertura oficial, foi realizada a Conferência Magna que foi conduzida pela enfermeira, professora doutora Elizabeth Teixeira, que abordou a temática ‘Enfermagem: A Voz que Lidera, Inspira e Ama por Meio do Conhecimento’. Uma abordagem sob um despertar por meio do conhecimento.
Elizabeth Teixeira destacou a importância do evento evidenciar as práticas de enfermagem, para que enfermeiras e enfermeiros tenham voz, apresentem seus trabalhos, troquem conhecimento, entrem em contato com novos conhecimentos. Todos vão ganhar com essa possibilidade de troca e enriquecimento intelectual.
“A enfermagem é uma das profissões importantes no campo da saúde. E esse papel do cuidado intenso ao paciente, 24 horas, um cuidado em equipe dá uma diferença à profissão que tem a enfermeira ou o enfermeiro, tem a técnica, tem a auxiliar. A gente trabalha em equipe. E essa gestão e agir no cuidar do paciente, durante 24 horas, é o símbolo da enfermagem”, destaca a professora.
Doutora Elizabeth diz que o profissional tem a ciência do cuidado. “Nós temos as teorias da enfermagem, nós temos diferentes modos de cuidar. A gente testa as nossas teorias, verifica a melhor teoria que vai ajudar a cuidar de nossos pacientes, desde a criança até o adulto. Não tem idade porque abrange todo o ciclo de vida. Não tem gênero, religião. É o cuidar do ser humano”.
Para o enfermeiro da Santa Casa, Edilson Calandrine, a semana de enfermagem tem uma grande importância e reflete sobre as conquistas e os sonhos da profissão.
“Dentre as funções da semana, a principal é trazer à tona temas atuais da enfermagem. Ou seja, além das homenagens é uma oportunidade para nos atualizarmos nesses temas atuais. O enfermeiro tem o papel central, tanto no hospital quanto para a sociedade. Ele é o gestor do processo de cuidados, ele agrega todas as multidisciplinares do cuidar o que faz a sua relevância no cuidado da saúde humana”, destaca Edilson.
A programação da semana é composta de dinâmicas, palestras, mesas redondas e lives com temas que ressaltam o protagonismo, a ciência e as novas tecnologias no exercício profissional.
Texto da Ascom da Fundação Santa Casa do Pará
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