A Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), por meio da Editora Pública Dalcídio Jurandir, entregou, na última quinta-feira (09), os primeiros exemplares da obra “Histórias feitas de chão, contos que o povo conta”, do cordelista e poeta Adalto Monteiro, de Santa Maria do Pará. A entrega foi feita durante a visita do autor, do deputado Carlos Bordalo e da vereadora Kate Monteiro, responsáveis por apresentar o escritor para a Ioepa.
O livro é resultado dos mais de 50 anos de escrita do autor que começou registrando as histórias que seus pais, avós e bisavós contavam. A partir dessas histórias, passou também a criar contos e literatura de cordel. Seu trabalho já soma quase 600 obras desse gênero literário, sendo este livro o primeiro a ser publicado.
“Eu acho que o Brasil precisa resgatar essas histórias que hoje ninguém sabe mais contar. Essas histórias precisam ser resgatadas para servir para as gerações futuras e para as escolas”, pontuou o poeta cordelista. Nas suas 112 páginas, “Histórias feitas de chão, contos que o povo conta” possui 83 produções, entre poemas, contos e cordéis, abordando variados temas.

Adalto sempre anda com seus cordéis para divulgar seu trabalho. Foi em uma dessas oportunidades que apresentou ao deputado Bordalo as suas produções: “Eu fiquei impressionado com a capacidade de criação, de composição dos versos, da forma de como ele cuida de temas tão complexos da nossa história e da atualidade, com muita simplicidade”, contou.
A partir disso, começou o processo de escolha dos escritos que seriam encaixados no livro, o processo de edição e produção para que o produto físico fosse entregue. “Esse livro só foi possível porque hoje o Estado tem uma política pública que permite que autores, como Seu Adalto, possam publicar o seu trabalho, através da Editora Dalcídio Jurandir, algo muito importante que veio para valorizar a cultura popular paraense”, declarou o deputado.

Comissão da Verdade -Na ocasião, o coordenador da Editora Pública Dalcídio Jurandir, Moisés Alves, também apresentou ao deputado Carlos Bordalo o protótipo da edição impressa do relatório final da Comissão da Verdade do Estado do Pará (CEV), reforçando que o lançamento será no dia 31 de março, na Assembleia Legislativa, data escolhida por ser lembrada como o início do período da ditadura militar no Brasil.
A Comissão da Verdade no Pará investigou casos de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, envolvendo paraenses ou pessoas que moravam no Estado no período da ditadura militar e foi lançada em 1º de setembro de 2014. A produção foi organizada em um box com três livros, com coleta de materiais, incluindo textos e depoimentos diversos pela jornalista Angelina dos Anjos.
Texto:Viviane Tamyres/Ascom Ioepa
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