
A enfermeira, Regina Bastos, integrante da Assessoria de Gestão de Qualidade e Segurança da Santa Casa, uma das administradoras do treinamento, destaca a importância do ‘abril pela segurança’. “É o mês do marco legal, é o mês que trata da portaria 529, quando foi formalizada e virou lei dentro das instituições de saúde, e a Santa Casa logo respondeu a esse marco legal, inscrevendo o seu comitê de segurança e enviando no prazo exigido pela Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), o seu plano de segurança ao paciente, em abril de 2013”.
Regina Bastos diz que a temática ‘notificação é um compromisso de todos’, surgiu por conta da avaliação do desempenho do operacional, quando o servidor sinalizou que necessitava de capacitação em notificação. E notificar é apontar para a gestão, qual é o setor, qual é a situação que está precisando de foco da gestão. Porque é um setor que precisa de capacitação, de monitoramento nas várias situações da segurança do paciente.
“Eu tenho desde atraso em exames, ou defeito de equipamento, ou até mesmo o ambiente que não estão adequados iluminação e piso. Tudo isso pode ser notificado. A gente notifica o que pode causar danos ao paciente ou que tem risco de danos. Essa notificação é digital, ela é anônima, e confidencial, isto é garantido pelo sistema que adotamos. O servidor pode se identificar se ele quiser, mas ele não deve citar nomes na notificação, pela questão ética. Ele tem que apontar o processo que precisa ser melhorado”, reforça a enfermeira.
Metas da Segurança -No treinamento são abordados seis tópicos: 1. Identificar o Paciente Corretamente; 2. Melhorar a Efetividade da Comunicação; 3. Melhorar a Segurança dos Medicamentos de Alta Vigilância; 4. Garantir a Segurança nos Procedimentos Cirúrgicos; 5. Higienização das Mãos; e a sexta meta que se subdivide em: Reduzir o Risco de Lesão por Pressão e o Risco de Queda.
“O público alvo são os servidores que prestam assistência ou que dão apoio à assistência ao paciente. Buscamos com esse treinamento atingir desde o administrativo até a alta gestão. Temos diversas situações em um cenário de simulação realística e cada um notifica o que identifica ser mais importante em seu processo de trabalho e é fundamental para a instituição e é inclusive um sinal de maturidade da cultura de segurança e que se notifique cada vez mais”, destaca Regina Bastos.
O técnico de enfermagem, Fernando de Araújo, que atende pacientes na hemodiálise pediátrica, participou do treinamento e considerou a atividade importante para qualificar o atendimento aos pacientes.
“Isso aumenta a segurança e a qualidade do atendimento que nós prestamos aos pacientes, pois reforça informações que nos ajudam a evitar erros, como por exemplo a checagem da data de nascimento, o nome completo do paciente e da mãe, a identificação da pulseira e outras situações que são reproduzidas aqui na simulação realística”, detalha o técnico.
*Texto da Ascom Santa Casa
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