
A Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa) e Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) são parcerias da Sedap na programação, que ocorrerá nas vilas de Condeixa, União, Maruacá e no campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa) de Salvaterra, município responsável por 90% do abacaxi consumido em Belém.

A programação em Salvaterra, como explicou o engenheiro agrônomo, servirá, também, de avaliação para mostrar como o projeto está sendo desenvolvidos, os avanços alcançados, os obstáculos que ainda existem na cadeia do abacaxi e as ações para solucioná-los.
Cursos
Como parte da programação, serão realizados cursos de capacitação específicos para os técnicos dos órgãos envolvidos e os que serão voltados apenas aos produtores de abacaxi das comunidades produtoras do fruto.

O gerente de fruticultura da Sedap informa que a programação será encerrada com o Dia de Campo na Vila de Maruacá, com a visita à Unidade Demonstrativa de Abacaxi Irrigado. A comitiva também visitará, segundo informou Tavares, a agroindústria de processamento de frutas administrada pela Cooperativa de Agricultores Familiares de Salvaterra (Cafas), instalada na Vila de Condeixas, cujo projeto é apoiado pela Sedap, através de cessão de equipamentos para o processamento de frutas. “Essa agroindústria já está funcionando e a cooperativa responsável pela administração do empreendimento ganhou a licitação feita pela Sedap”, explica o gerente de fruticultura.
Entre os equipamentos repassados pela Sedap, estão o dosador, mesas de seleção, despolpadeira e fogões. “A Secretaria entregou toda a estrutura necessária para fazer o despolpamento e embalagem de frutas processadas”, salientou Tavares.
A Coasafra já contava com o prédio e parte dos equipamentos, mas ainda insuficientes para o incremento da produção, como revelou Tavares. “A cooperativa tem condições não só de vender a sua fruta in natura, como processada, onde ela tem um valor agregado muito maior. Hoje, por exemplo, o abacaxi é vendido por 0,50 ou R$ 1,00 a unidade; já o quilo do abacaxi processado, chega a R$ 6,00. Já há, inclusive, contrato com as prefeituras de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari para fazer esse tipo de trabalho com a cooperativa”, anunciou o gerente de fruticultura da Sedap.
Texto:Rose Barbosa/Ascom Sedap
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