Em alusão ao Maio Laranja, mês dedicado no combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Santo Afonso, no bairro do Telégrafo, em Belém, está realizando nesta semana, palestras e roda de conversa na unidade. Como parte da programação, nesta quinta-feira (18) ocorreu uma caminhada e manifestação pública, com intuito de conscientizar alunos, profissionais da educação, pais e responsáveis sobre o tema.
Com trajeto próximo à escola, a caminhada contou com apresentação teatral, onde foi encenado sobre algumas situações que podem ocorrer pelas ruas. Houve também o momento de apitaço para chamar a atenção da população.
“É no espaço e no convívio escolar que a criança e o adolescente expandem sua visão de mundo e de sociedade. Nesse sentido, não podemos deixar de colocar no centro das discussões os riscos que toda criança pode estar correndo quando está longe de um adulto responsável. Nesse cenário, a escola tem papel fundamental: na prevenção, na identificação e no combate ao abuso sexual infantil”, disse Máximo Rogério Barros, diretor da escola.
“É importante para as pessoas e os pais ficarem atentos com os filhos, saberem o que é um toque ruim e um toque bom. Também é para as crianças saberem que não se deve aceitar um doce de algum estranho ou até mesmo falar”, disse Arthur Pamplona, aluno do 5° ano.
Durante a semana, os estudantes do 1° ao 9° ano, aprenderam sobre as diferenças entre abuso e exploração sexual, bem como receberam dicas de como identificar a violência, além de incentivar que situações como essas sejam denunciadas.
Os alunos elogiaram a atividade e falaram sobre o aprendizado durante a ação. “Eu aprendi na caminhada que não devemos deixar que nenhum estranho toque em nossas partes íntimas, e nem aceitar nada deles”, disse Saulo Davi, aluno do 4° ano.
Para a coordenadora pedagógica da escola, Leila Garcia, a intenção é levar conhecimento à comunidade escolar sobre ficar atento a alguns sinais, caso houver perigo de violência sexual.
“Nossa tentativa é de mostrar que a escola é um espaço de acolhimento, que muitas vezes das denúncias e que ela pode inclusive verificar algumas situações de abuso. Os profissionais da educação estão também recebendo uma capacitação que vai ajudar a identificar sinais que uma criança pode demonstrar em relação se está sendo vítima de abuso e o que fazer diante desses sinais. Então a escola quer dar voz aqueles que são calados pela violência que muitas vezes dentro de suas próprias casas ”, frisa a coordenadora.
A programação segue até esta sexta-feira (19), com palestra sobre o comportamento do abusador, a partir das 8 horas, na Escola Santo Afonso.
Texto de Bianca Rodrigues / Ascom Seduc
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