O presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo, afirmou nesta terça-feira (14) que o setor vai focar na sustentabilidade ambiental para fortalecer a presença do país no mercado turístico mundial.
"Ninguém quer visitar um país que destrói suas florestas. As pessoas vão visitar o Brasil que preserva suas florestas, que tem responsabilidade climática. Eu não tenho dúvida que o turismo é uma grande solução para preservação da Floresta Amazônica", disse durante coletiva de imprensa para o relançamento da Marca Brasil.
A utilização da antiga logomarca, usada entre 2005 e 2019, inaugura a nova estratégia de reposicionamento da imagem do país.
"A marca não pertence ao governo. A Espanha tem uma mesma marca há décadas. É um recado que o Brasil está dando, não um governo ou outro", disse. A marca que vinha sendo utilizada nos últimos quatro anos usavam o nome do país na grafia em inglês e ainda fazia um mote que foi considerado como uma associação do turismo à exploração sexual ("Brazil, visit and love us", que significa Brasil, visite e nos ame).
A ideia acabou criticada por possível associação do turismo à exploração sexual.
"O Brasil não é com Z e 'visite e nos ame', nós não queremos nenhum recado escondido e indesejado. Até porque visitar um Brasil que destrói floresta e faz queimada, ninguém vai nos amar assim", disse Freixo.
Freixo disse que o turismo representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e que esse impacto pode ser ainda maior. Ele destacou que em áreas de conflito socioambiental, como o enfrentado pela presença do garimpo ilegal no território indígena Yanomami, em Roraima, o turismo pode ser uma alternativa de atividade sustentável e inclusiva.
"Quando a gente assiste o que está acontecendo com os yanomami, talvez o turismo seja uma das alternativas importantes para aquela região, que gera emprego e que gera renda. É 8% do PIB brasileiro hoje e a gente quer que seja muito mais. Tem potência para ser muito mais", disse.
Também presente à cerimônia de relançamento da marca, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, falou que não é possível desvincular a imagem do país ao seu papel na preservação e promoção do meio ambiente e escala global.
"Não tem como atrair turistas, estimular o turismo interno no país, se a marca do país é destruição da floresta, é ameaça induzida às populações originárias, aos povos indígenas, ao ataque frontal àquilo que temos de vantagem comparativa diante do mundo", argumentou. "O Brasil estava completamente na contramão, mas agora entendo que há um reencontro do Brasil consigo mesmo".
Marcelo Freixo também disse que está montando uma equipe na Embratur para atuar na área de inteligência em turismo e produzir dados confiáveis sobre a presença estrangeira no país, uma vez que, segundo ele, "não tem política pública se não tiver qualidade da informação".
"A gente quer, inclusive, que a imprensa possa se alimentar de informação sobre turismo na Embratur, mas a gente precisa ter produção qualificada de informação", pontuou.
SESSÃO DA CÂMARA Câmara de Canaã dos Carajás aprova bônus no Ideb e reconhece Folia de Reis
SEGUNDO TURNO TSE encerra prazo para registro de pesquisas eleitorais
TARIFA ZERO Lula deve apresentar PEC do transporte gratuito na quinta-feira (22/10)
LUTO NO RÁDIO Morre Wlaudecir Costa, irmão do ex-deputado Wladimir Costa
SEGUNDO TURNO STF cobra cumprimento de acesso gratuito a sites da Justiça Eleitoral
POLÍTICA Câmara de Canaã dos Carajás elege Flávio Gomes para presidência Mín. 23° Máx. 38°
Mín. 23° Máx. 36°
ChuvaMín. 22° Máx. 38°
Chuvas esparsas
Mundo dos Famosos Ney Matogrosso passa por cirurgia e anuncia afastamento dos palcos
Bastidores da Política TSE encerra prazo para registro de pesquisas eleitorais
Tecnologia e Cinema WhatsApp prepara navegador próprio para abrir links
Mundo dos Esportes Fisiculturista que disputou o Mr. Olympia morre aos 40 anos