A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) apresentou, nesta quarta-feira (30), o esquema de segurança para a Operação Eleições 2026. Ao todo, 14.206 agentes das forças estaduais serão mobilizados para atuar nos 144 municípios paraenses durante o primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4).
A operação reúne órgãos estaduais, federais, municipais e da Justiça Eleitoral em ações preventivas e ostensivas para garantir a segurança de eleitores, candidatos, servidores da Justiça Eleitoral, equipes operacionais e de toda a estrutura utilizada no pleito.
“Estamos mobilizando toda a estrutura da segurança pública, para garantir que o processo eleitoral ocorra com tranquilidade em todo o Pará. A atuação integrada entre as forças estaduais, órgãos federais, municípios e a Justiça Eleitoral permite ampliar nossa capacidade de prevenção, monitoramento e resposta. Todas as instituições estarão mobilizadas, cada uma dentro de sua competência, para assegurar a segurança dos eleitores, dos profissionais envolvidos no pleito e de toda a estrutura eleitoral”, destacou o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo.
Participam da operação a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Guardas Municipais e órgãos municipais de trânsito, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).
A Polícia Militar terá o maior contingente empregado na operação, com 12.513 policiais, cerca de 900 viaturas e 500 motocicletas. A corporação estará presente nos 144 municípios, com atuação nos locais de votação, áreas de interesse operacional e regiões de difícil acesso. “Não diferente dos outros pleitos, nosso planejamento tenta abraçar o maior número de municípios possíveis neste pleito de 2026. Serão mais de 12.500 policiais mobilizados em todo o Estado, com cerca de 900 viaturas e 500 motocicletas. São mais de 5.800 locais de votação onde a Polícia Militar estará presente”, explicou o comandante-geral da Polícia Militar do Pará, Ricardo Neves.
Segundo o comandante, as equipes também atuarão no combate à boca de urna, aliciamento de eleitores e transporte irregular, além da escolta de autoridades eleitorais e do patrulhamento em ilhas, áreas remotas e aldeias indígenas. “Além dos locais de votação, teremos policiamento para combater a boca de urna, o aliciamento ao eleitor, a escolta das autoridades eleitorais, assim como os patrulhamentos nas ilhas e nos locais remotos, como as aldeias indígenas, também coibindo o transporte irregular”, detalhou.
A PM também manterá 600 policiais de prontidão para atender eventuais ocorrências extraordinárias durante o dia da votação. “E toda essa movimentação não deixará nenhum prejuízo para o policiamento ordinário que a gente executa dentro do nosso Estado”, acrescentou Ricardo Neves.
O Pará possui 6.267.107 eleitores, distribuídos em 101 zonas eleitorais, 5.919 locais de votação e 22.072 seções eleitorais. A logística eleitoral prevê a utilização de 23.259 urnas eletrônicas, sendo 18.533 destinadas ao interior e 4.726 à Região Metropolitana de Belém. Do total, 3.299 urnas serão transportadas por embarcações.
Além da PM, a Polícia Civil contará com 853 policiais e 186 viaturas. A Seap terá 540 agentes e 120 viaturas, com atuação na segurança de 54 unidades prisionais. Também serão mobilizados militares do Corpo de Bombeiros e aproximadamente 300 agentes do Detran e de outros órgãos do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sieds).
As ações de trânsito serão realizadas pelo Detran e pelos órgãos municipais de trânsito, com foco no ordenamento e na fiscalização nas proximidades dos locais de votação, áreas de totalização e rotas consideradas estratégicas.
Também estão previstas ações de bloqueio e desbloqueio de vias e medidas de contingência para garantir a fluidez do trânsito. “Durante as eleições, o Detran estará mobilizado com agentes distribuídos nas regiões de integração, com atendimento também aos municípios próximos e à Região Metropolitana, onde estará nosso centro de operações, responsável por absorver as demandas e, quando necessário, acionar as equipes em campo para realizar as intervenções”, ressaltou o coordenador de Operações do Detran-PA, Ivan Feitosa.
Segundo ele, o objetivo é garantir que os eleitores tenham condições de chegar aos locais de votação com segurança. “Também estaremos preparados para empregar os equipamentos disponíveis, conforme a necessidade e os acionamentos realizados pelo centro de operações”, afirmou.
Durante a operação, o Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE), em Belém, fará a integração com o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), além das estruturas regionais e municipais. O CICCE concentrará representantes dos órgãos envolvidos e será responsável pelo monitoramento, registro e consolidação das informações operacionais.
Também funcionarão Centros Integrados de Comando e Controle Regionais (CICCRs) em Castanhal, Abaetetuba, Soure, Capanema, Paragominas, Breves, Tucuruí, Marabá, Altamira, Santarém, Redenção, São Félix do Xingu, Itaituba e Parauapebas.
O monitoramento utilizará ferramentas como Sinesp Segurança, CAD Ocorrências, Sinesp+ e painéis gerenciais para acompanhar recursos, ocorrências, indicadores e demandas relacionadas ao pleito.
A Polícia Civil também ficará responsável pela fiscalização da Lei Seca Eleitoral. De acordo com a Portaria nº 084/2026, publicada pela instituição, as restrições serão aplicadas das 0h às 18h dos dias de votação, em todo o território paraense.
Durante esse período, fica proibida a venda, distribuição ou fornecimento de bebidas alcoólicas, inclusive gratuitamente, por bares, restaurantes, lanchonetes, trailers, quiosques, conveniências, boates, distribuidoras e estabelecimentos semelhantes, além de vendedores ambulantes.
Também ficam proibidas festas dançantes, shows, bailes e apresentações públicas ou privadas em clubes, casas de eventos, dancings, boates, bares e locais semelhantes.
A fiscalização será realizada pela Diretoria de Polícia Administrativa (DPA), em atuação integrada com os demais órgãos de segurança pública e fiscalização. “Praticamente todo o efetivo da Polícia Civil estará empregado durante as eleições, de maneira ordinária e extraordinária. Teremos cerca de 850 deslocamentos, garantindo a presença da Polícia Civil nos 144 municípios, com delegados, investigadores e escrivães. Além de garantir o cumprimento da Lei Seca, vamos dar suporte à Polícia Federal, que não possui a mesma capilaridade no Estado”, detalhou o delegado-geral adjunto Temmer Khayat.
Segundo Khayat, a Polícia Federal possui a atribuição primária na investigação de crimes eleitorais, enquanto a Polícia Civil atua de forma subsidiária. “A atribuição primária dos crimes eleitorais é da Polícia Federal, mas a Polícia Civil atua de maneira subsidiária nesses procedimentos, além da fiscalização da Lei Seca, justamente para garantir a tranquilidade durante o transcorrer das eleições”, pontuou.
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