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Saúde SAÚDE

Ophir Loyola celebra Dia Mundial de Combate ao Câncer com ‘Sino da Vitória’

Após seis anos de luta, bragantina de 41 anos superou um Linfoma não-Hodgkin, recebeu alta definitiva e badalou um dos símbolos da vitória contra o...

08/04/2024 20h20 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: Secom Pará
Crédito: Ellyson Ramos/AscomHOL
Crédito: Ellyson Ramos/AscomHOL

A dona de casa Andreia do Nascimento, 41 anos, iniciou a luta contra o câncer há seis anos, no Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém. "Sentia um caroço na minha barriga o qual começou a se movimentar dentro de mim. Eu até brincava com a minha filha e com o meu esposo falando que eu estava grávida. O caroço aumentou e aquilo começou a me incomodar. Procurei ajuda médica, fiz exames e descobri o linfoma”, recordou a moradora de Bragança, cidade do nordeste paraense.

Dos momentos mais difíceis durante o tratamento contra o câncer no sistema linfático, Andreia relembra as mudanças na aparência física. "Emagreci muito, cheguei a pesar 35 kg e perdi os cabelos por conta do tratamento. Fiz radioterapia, quimioterapia e quando me sentia mal, vinha logo para o Ophir Loyola. Aqui eles cuidavam de mim e eu voltava para casa. Foi um processo doloroso, mas eu digo que eu sou um milagre de Deus", afirmou.

Às vésperas do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado nesta segunda-feira, 8, Andreia compareceu ao hospital, onde recebeu a notícia mais aguardada nos últimos anos. "Graças ao meu Deus recebi a cura e estou aqui para contar a história desses anos de batalha, incentivar outros pacientes a lutarem, e agradecer as pessoas maravilhosas que encontrei no caminho. Sou muito grata a toda e equipe do Ophir Loyola, que me recebeu tão bem e cuidou de mim. Dedico a eles essa vitória e à minha família, que apoiou tanto e me deu muita força durante o tratamento", disse ela.

"Nesses seis anos de tratamento vi muitas mudanças no hospital. Agora, nessa fase final, eu vinha a cada 6 meses para fazer o acompanhamento e notei muitas mudanças no atendimento e principalmente na estrutura. Fico feliz com esses avanços e por sair daqui curada", disse ela, ansiosa pela volta para a casa. “Saindo daqui vou para Bragança contar para a minha família. Eles só sabem que vim ao hospital, mas nem imaginam que toquei o sino”, completou Andreia.


Prevenção -Com base em evidências científicas sobre a relação de hábitos e o desenvolvimento de alguns cânceres, o especialista em oncologia Celso Fukuda alerta para alguns cuidados. "Eu sempre falo que ‘o que faz bem para o coração, ajuda a evitar câncer’. Então, além de manter uma alimentação saudável, evitando, produtos processados, que possuem substâncias conservantes ricas em nitratos e nitritos, é preciso atentar para o sedentarismo e a obesidade, que aumentam os riscos de desenvolver câncer de mama, intestino, dentre outros", orientou.

Celso ressalta que algumas neoplasias podem ser evitadas com a vacinação contra a hepatite B e o HPV (Papilomavírus humano), disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde para diferentes grupos da população. O especialista explica ainda que a realização regular de exames preventivos são determinantes para o diagnóstico precoce da doença.

"Mulheres entre 25 anos e 59 anos devem fazer o Papanicolau regularmente e, a partir dos 50 anos, fazer a mamografia. Quanto aos homens, eles não podem ignorar a prevenção do câncer de próstata e devem fazer exames de toque e de sangue a partir dos 50 anos. Também é importante se proteger contra o sol e evitar o horário entre 10h e 15h. Em caso de exposição, usar bonés, óculos e, se possível, usar protetores específicos para lábios e rosto. Todos esses cuidados auxiliam na prevenção", completou o médico.

 

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