O encerramento do quarto dia da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém, foi marcado por um espetáculo musical que deu destaque às vozes das baixadas. Como parte da programação cultural desta terça-feira (12), a apresentação celebrou a diversidade e a riqueza cultural das periferias urbanas, encantando o público.
O palco da “Arena Amazônia”, na área externa do Hangar - Centro de Convenções, ficou iluminado por artistas comoo DJ paraense Zek Picoteiro e o cantor manauara Victor Xamã. Eles apresentaram uma variedade de expressões artísticas, incluindo música, dança e poesia.
A diversidade e a riqueza cultural das periferias urbanas têm visibilidade no palco da Feira Pan-Amazônica do LivroUm dos melhores momentos da noite foi a performance de Victor Xamã com os rappers Nic Dias, moradora do distrito de Icoaraci (em Belém), e Sumano, que veio diretamente da Vila Anapu, em Igarapé-Miri, região do Baixo Tocantins. Eles levaram ao palco sons tradicionais combinados com elementos modernos, demonstrando que a linguagem universal da música transcende barreiras geográficas e geracionais.
A dança também teve destaque no encerramento do quarto dia da Feira. O grupo Gigantes do Brega apresentou coreografias com movimentos das tradicionais festas de aparelhagem, comuns na periferia da capital paraense. Os passos marcados contagiaram o público, que acompanhou os dançarinos.
Enriquecimento cultural- Morador do bairro do Jurunas, em Belém, Adam Lima aprovou as atrações do show. Ele destacou a importância de manifestações artísticas dessa natureza porque enriquece a cultura. “Hoje mesmo a minha amiga Lenda Beatriz se apresentou aqui. Agora estou assistindo à apresentação do Victor Xamã, que é de Manaus (AM), e que também representa muito bem toda a região Norte. Acho de suma importância essas manifestações, e que bom que a maior feira literária da Amazônia oportunizou esse espaço”, enfatizou.
A cantora paraense Joelma Cláudia também assistiu ao show, e destacou a versatilidade da Feira Pan-Amazônica, que consegue juntar diferentes vozes no mesmo espaço.
“Eu venho lá do Xingu para acompanhar essa programação. Não perco nem um ano. Não é à toa que eu tô aqui desde o início da noite, me arrepiando, porque é muito forte esse tambor que a gente ouve com o carimbó. Mas também é importante o tecno. É importante saber que a gente tem as várias diversidades também do brega, que evolui para tantos vertentes culturais e musicais. Um exemplo é o DJ Zek Picoteiro, que toca de tudo”, disse a cantora.
Inédito- O cantor Victor Xamã afirmou que “hoje apresentei, pela primeira vez, o meu novo disco, ‘Garcia’, com a formação completa na região Norte. E que felicidade ser aqui em Belém. Me sinto muito abraçado, sempre que venho aqui, pelas pessoas, pela sonoridade, por como a cidade funciona, e acho esse lugar lindo”.
O show de encerramento da quarta noite da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi um tributo às vozes das baixadas, destacando a importância de valorizar e preservar as tradições culturais regionais.
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