A campanha nacional “Agosto Lilás, de enfrentamento à violência contra a mulher, ganhou a adesão do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, nesta quinta-feira (24), nas áreas de atendimento e na sala de Atividades de Vida Diária (AVD). O Centro promoveu ação de educação social a pacientes e acompanhantes, a fim de dar visibilidade ao tema e ampliar os conhecimentos por intermédio de diálogos sobre as leis que auxiliam mulheres que sofrem violências em qualquer grau.
“A informação é uma ferramenta importante. Conhecer os casos previstos é fundamental para que tanto as vítimas, quanto familiares e amigos, possam identificar as agressões e procurar ajuda, denunciando os crimes e rompendo com o ciclo de violência instalado no ambiente”, disse uma das facilitadoras da ação, Lorena Penha, assistente social do CIIR.
Profissionais de CIIR deram orientações e distribuíram material informativo aos pacientes
Conduzido pelo Grupo de Trabalho Humanizado (GTH), em parceria com o setor de Arte e Cultura, o diálogo promoveu a interatividade entre os participantes com perguntas relacionadas à temática. A atividade contou com a entrega de material informativo para complementar a didática e expandir o ‘Agosto Lilás’ ao público externo, por intermédio dos participantes.
Dar suporte- Aguardando o término da terapia do filho na Recepção do Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), Cláudia Viana, 23 anos, falou da importância do diálogo para expandir a temática. “Debater este tema é dar voz às mulheres, e mostrar à sociedade que nós não somos objetos de uso. Somos seres humanos com direitos e proteção. Infelizmente, a cada hora, uma mulher sofre abuso de qualquer modo, e não são relatados por medo de represálias. Precisamos conscientizar e dar suporte às mulheres que sofrem caladas, e fazer com que elas se posicionem quando algo de errado acontecer”, disse Cláudia.
A campanha nacional foi criada em referência à sanção da Lei Maria da Penha, nº 11.340/2006, que em 2023 completa 17 anos, e visa amparar as mulheres vítimas de violência. “Seja física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial. A lei pretende sensibilizar e conscientizar a sociedade da necessidade do fim da violência de gênero. A ação no CIIR pôs em debate o esclarecimento destas diversas formas de violência doméstica e familiar, os direitos das mulheres e a necessidade da equidade de gênero”, acrescentou Lorena Penha.
O CIIR é referência no Pará na assistência de média e alta complexidade às Pessoas com Deficiência (PcDs) visual, física, auditiva e intelectual. Os usuários podem ter acesso aos serviços do Centro por meio de encaminhamento das unidades de saúde, acolhidos pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminha à Regulação Estadual. O pedido será analisado conforme o perfil do usuário pelo Sistema de Regulação Estadual (SER).
Serviço:O CIIR é um órgão do Governo do Pará administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Centro funciona na Rodovia Arthur Bernardes, n° 1.000, em Belém. Mais informações: (91) 4042-2157 /58 /59.
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