O primeiro Transplante de Medula Óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Norte do Brasil foi realizado por meio do Hospital Ophir Loyola (HOL) em parceria com a Fundação Hemopa neste mês. A equipe do Hemocentro é referência nos serviços de assistência médica hematológica, distribuição, armazenamento e processos que envolvem o manuseio da medula óssea.
O centro de Hematologia e Hemoterapia dispõe de um serviço público que faz a coleta de células chamadas de progenitoras, também conhecidas como células tronco, da medula adoecida.
Segundo a gerente de coleta da Fundação, a enfermeira Evelyn Ferreira, esse é um transplante que chama-se de Autólogo. ”Todo esse processo iniciou com o diagnóstico de Mieloma Múltiplo realizado pelo Hospital Ophir Loyola (HOL), onde a paciente mantêm-se em internação, e, após isso, realizamos a coleta das células ou tecidos do próprio paciente, para então transplantar de volta para o seu próprio corpo”, destacou a gerente.
A médica hematologista e hemoterapeuta da Fundação, Ana Luísa Meireles, reforça a segurança de cada etapa. "No processamento e armazenamento desse material, os profissionais se certificam de que a medula atinja todos os critérios de qualidade desejados para direcionar ao transplante. Após o preparo do paciente, o material é transportado em um tanque contendo nitrogênio líquido até a beira do leito, onde é descongelado e infundido", acrescentou.
Após o processamento, começa o processo novamente no Hospital Ophir Loyola, com a sessão de quimioterapia da paciente.
De acordo com Maurício Palmeira, biomédico e coordenador de Laboratórios, a Fundação é fundamental nesse contexto. “A realização de um transplante é um procedimento complexo. No laboratório são realizados testes para avaliar a quantidade e a viabilidade das células-tronco coletadas. Um dos testes realizados é a quantificação de células CD34+ por citometria de fluxo, são essas células que esperamos que o paciente tenha em bastante quantidade na circulação, elas podem se diferenciar e restaurar a medula do paciente", detalhou o biomédico.
Posteriormente, com o aval do hospital, a Fundação Hemopa enviou a bolsa coletada para o devido retorno ao organismo da paciente e, portanto, finalizando o transplante.
Paulo Bezerra, presidente da Fundação Hemopa demonstra sua satisfação em relação a esse procedimento. “O Hemopa contribuiu efetiva e decisivamente para o sucesso dos transplantes de medula óssea. É muito gratificante poder participar de um procedimento que garante ao paciente melhor qualidade de vida e esperança de ter sua medula funcionando novamente”, celebra o gestor.
A Fundação também é a única Instituição pública do estado do Pará que possui a Máquina de Aférese Terapêutica Haemonetics, responsável por essa operação. Além disso, possui uma equipe treinada e capacitada, composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, habilitados para esse procedimento, com qualificação certificada e realizada em São Paulo.
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