Lançada na semana passada para combater a disseminação defake news, a plataforma Brasil contra Fake não pretende substituir as agências profissionais de checagem de notícias, disse nesta quarta-feira (5) o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta. Em entrevista ao programaA Voz do Brasil, ele esclareceu os objetivos da página, no ar desde o fim de março.
“Essesitedo governo não é uma agência de checagem. Ele é um espaço do governo para esclarecimentos à população. Para evitar que a população seja mal informada sobre um decreto, uma lei ou uma política pública. Esse é o objetivo dessesite. Ser uma ferramenta importante porque transmite segurança, e as pessoas readquirem a confiança de que uma informação do governo federal é uma informação confiável. É uma fonte importante”, declarou Pimenta.
Nos últimos dias, a plataforma vinha recebendo críticas de jornalistas ligados a agências de checagem de notícias e de especialistas no combate à desinformação porque a página, segundo eles, se apresentaria como uma agência de checagem de notícias. Segundo os estudiosos, o termo “central de esclarecimentos” seria mais apropriado. Outro ponto criticado foi a falta de explicação para a seleção de conteúdos.
Atualmente, a página apresenta-se como “um portal de utilidade pública e informações sobre políticas públicas e ações governamentais”, com o objetivo de “esclarecer sobre informações do governo federal”. A plataforma apresenta reportagens produzidas pela Secretaria de Comunicação (Secom) rebatendo notícias falsas que circulam nas redes. Ositetambém fornece orientações aos usuários sobre como denunciarfake news em cada rede social.
O ministro-chefe da Secom falou sobre algumas consequências dasfake newssobre políticas públicas e citou danos sobre a vacinação. “A ministra da Saúde me procurou pela quantidade de informação não verídica circulando nas redes sociais sobre campanha de vacinação. O Brasil já foi uma referência mundial nessa área. Já chegamos a ter 89% de cobertura vacinal no país. Hoje temos menos de 60%”, destacou Pimenta.
“Doenças como sarampo e a poliomielite, que já tinham sido erradicadas, voltaram a existir. Durante a pandemia de covid, tivemos uma tragédia. Agora já são 700 mil mortes, muitas delas que poderiam ser evitadas não fossem as campanhas de desinformação”, acrescentou.
Pimenta lembrou que a disseminação defake newsnão é um problema exclusivo do Brasil. O ministro justificou a necessidade de uma campanha oficial contra a desinformação, orçada em R$ 20 milhões, dos quais R$ 5,6 milhões estão sendo gastos na primeira fase, que prevê o lançamento da plataforma e anúncios por três meses em televisões, rádios,sites, redes sociais e cinemas.
“Não é uma situação que envolve só o Brasil. Eu tenho tido a oportunidade de acompanhar muito esse debate a nível internacional. O governo federal acaba sendo uma das vítimas prioritárias de ações criminosas de desinformação e defake news”, disse Pimenta.
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