Dois policiais militares foram presos em São Paulo sob suspeita de envolvimento em um caso de roubo e estupro contra três jovens na zona leste da capital. Eles estavam de folga e, segundo a investigação, teriam abordado o grupo depois de conhecê-lo em uma adega na região de Itaquera.
As vítimas, dois jovens e uma adolescente de 17 anos, teriam aceitado uma carona oferecida pelos policiais. Durante o trajeto, porém, a situação teria mudado. Conforme o relato apresentado à polícia, os policiais anunciaram o roubo e passaram a exigir celulares e outros pertences.
Os suspeitos estariam sem farda e não teriam se identificado como policiais durante a abordagem. As vítimas também relataram que foram levadas para uma área afastada.
De acordo com a investigação, depois que o grupo chegou ao local isolado, os dois jovens foram retirados do veículo. A adolescente permaneceu no carro e relatou à polícia ter sido vítima de violência sexual sob ameaça de arma de fogo.
Após conseguirem deixar o local, as vítimas procuraram ajuda e comunicaram o caso às autoridades.
A identificação dos suspeitos teria ocorrido a partir do reconhecimento feito pelas vítimas e da análise de imagens de câmeras de segurança. O veículo relacionado à ocorrência também foi identificado durante as diligências.
Os dois agentes foram presos em flagrante na última segunda-feira (24). A ocorrência passou a ser investigada pela Polícia Civil e também pela própria Polícia Militar, por envolver integrantes da corporação.
O caso foi registrado como roubo e estupro. A investigação busca esclarecer a participação individual de cada policial e reunir outros elementos que possam confirmar ou não os relatos apresentados pelas vítimas.
Nesta terça-feira (25), a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois agentes, que passaram a responder ao processo presos. Os policiais negam as acusações e, segundo informações divulgadas sobre o caso, questionam pontos dos relatos das vítimas e a existência de provas materiais.
Além da apuração criminal, os policiais são alvo de investigação na esfera administrativa e disciplinar por meio da Corregedoria da Polícia Militar.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que não compactua com desvios de conduta praticados por integrantes das forças de segurança e que o caso está sendo investigado com rigor.
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