Com grande presença de foliões e muita animação, o tradicional bloco Pirarucu nas Cinzas saiu às ruas na tarde desta quarta-feira (18), em Mosqueiro.
O agito começou ainda na concentração, no caramanchão da praia do Chapéu Virado, uma das mais frequentadas da ilha.
O clima instável, com chuva por quase toda a manhã, foi generoso no final da tarde, deixando o ambiente ameno e propício à participação do público.
No trio elétricos e revezaram no som DJ e a banda Quero Mais, com um mix de músicas de carnaval, axé e tecnobrega.
Depois da concentração, o cortejo carnavalesco percorreu a principal via de Mosqueiro, a avenida 16 de Novembro. Não só foliões com abadás do bloco participaram do trajeto. Uma multidão seguiu atrás do trio elétrico, algumas pessoas fantasiadas, mas todos tinham em comum: alegria e samba no pé.
A servidora pública Naza Santos, há seis anos brinca o carnaval no Pirarucu das Cinzas.
“É uma tradição aqui em Mosqueiro, como estamos vendo, são 40 anos. É uma tradição que não pode parar. É o dia do carnaval que pra mim é o melhor dia”, afirmou Naza.
A correspondente bancária Jamilly Silva viveu a primeira experiência de desfilar no bloco carnavalesco, que é um dos mais tradicionais de Belém.
“É minha primeira vez no bloco Pirarucu nas Cinzas. É uma experiência boa, porque isso já é uma festa mosqueirense de tradição. Vale muito a pena, tá todo mundo animado”, falou Jamilly.
O Pirarucu nas Cinzas arrasta os brincantes desde 1986, quando foi criado pelo dono de um restaurante, Carlos Ribeiro, conhecido como “Carlos Maresia”. Há 40 anos, sempre sai na Quarta-Feira de Cinzas, início da Quaresma para os cristãos, mas de samba no pé para os foliões que querem prolongar os festejos de Momo, ou não puderam aproveitar os três dias de festas carnavalescas por causa do trabalho.
É o caso do gerente de restaurante, Marcos Augusto Monteiro, que desfilou no bloco.
“É a única opção de sair numa Quarta-feira de Cinzas é o bloco Pirarucu nas Cinzas. É uma tradição que tem [em Mosqueiro, é uma alegria. O povo de Mosqueiro faz um carnaval sem confusão, sem briga, tranquilão”, disse Marcos.
A jovem Niege da Silva trabalha em uma barraca de praia e também tirou a quarta-feira para se divertir.
“O trio elétrico é muito legal, o Pirarucu nas Cinzas é uma tradição, uma coisa que chama o povo para Mosqueiro e eu faço questão de estar no meio como uma mosqueirense raiz. Me divirto bastante, só trabalhando não dá”, justificou Niege.
O percurso foi sem incidentes. Um contingente do 25º Batalhão da Polícia Militar, agentes da Guarda Municipal e de trânsito da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel) garantiram a segurança. Uma equipe do Comissariado de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado atuou na proteção de crianças e adolescentes.
Guarda Municipal de Belém teve agentes, três viaturas e quatro motocicletas no percurso do Pirarucu nas Cinzas
Após mais de 3 horas de cortejo, o Pirarucu chegou à dispersão no final da rua 16 de novembro, no local conhecido como Quatro Bocas.
A programação do bloco continuou à noite em um espaço de festas na orla da praia do Areião, com a apresentação da banda Fruto Sensual, aparelhagem Carabao e o grupo Quarteto Fantástico.
Texto: Álvaro Vinente
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