Investigadores do Ministério Público do Rio apontam Edgar Alves de Andrade, apelidado “Doca” ou “Urso”, como o principal comandante da facção Comando Vermelho (CV). Na mira de uma megaoperação realizada nas últimas horas no estado, ele tem mais de 100 homicídios sob investigação e cerca de 34 mandados de prisão expedidos contra seu nome, parte deles relativos a crimes de altíssima gravidade.
Com 55 anos de idade, Doca nasceu na Paraíba e cresceu no conjunto da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele chegou a se esconder no Morro do São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense, segundo as autoridades que conduzem os processos.
Em um movimento sem precedentes, o serviço de denúncias no estado lançou uma recompensa de R$ 100 mil para quem fornecer pistas que levem à sua captura, valor este que supera ofertas anteriores feitas por crimes de igual vulto.
O histórico de acusações contra Doca inclui, além de homicídios múltiplos, a responsabilidade por execuções de menores e desaparecimentos de moradores de comunidades onde atua. Também consta em sua ficha a denúncia de autoria intelectual no assassinato de três médicos na Zona Sudoeste do Rio, em outubro de 2023. O crime teria acontecido por engano, pois as vítimas foram confundidas com alvos reais.
Adicionalmente, ele foi denunciado por ordenar o ataque a uma delegacia em Duque de Caxias em fevereiro de 2025, em ação que envolveu tentativa de homicídio qualificado, tortura e associação para o tráfico, segundo se apura no inquérito. Doca é considerado fugitivo do sistema prisional e um dos criminosos mais procurados do estado.
Pelo menos 64 pessoas foram mortas durante a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) deflagrada na manhã desta terça-feira (28) no Rio de Janeiro. Entre os mortos, há quatro policiais, sendo dois civis e dois militares. Ao todo, 2,5 mil agentes de segurança saíram às ruas nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. Os criminosos contra-atacaram com barricadas, drones, bombas e tiros.
Até o momento, foram confirmadas 81 prisões. Os policiais apreenderam pelo menos 75 fuzis. Esta já é considerada a operação mais letal do Rio.
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