Muito se fala sobre a existência de alguns alimentos que podem causar reações e desconfortos em quem acaba de ingeri-los. No ditado popular, esses alimentos são conhecidos como “remosos”. Mas, afinal, existem alimentos remosos ou apenas fazem parte da crença das pessoas?
A médica Tarsila Machado explica que a característica “remosa” dos alimentos, segundo dados da literatura, "está associada principalmente a fase alimentar destes animais, que apresentam uma fase alimentar associada ao consumo de alimentos em decomposição, que normalmente estão associados à presença de grande quantidade de decompositores, como as bactérias".
“A preparação destes alimentos, por sua vez, mesmo quando bem cozidos, pode levar à destruição destas bactérias, porém, não de suas toxinas, normalmente resistentes ao cozimento”, explica ela.
Tarsila alerta ainda que "o comportamento reimoso dos alimentos está relacionado a ocasiões de vulnerabilidade orgânica, como durante a menstruação, puerpério, distúrbios intestinais, ferimentos ou expectoração", onde os alimentos seriam capazes de agravar os estados patológicos em função de substâncias tóxicas presentes nos alimentos ingeridos.
Tarsila Machado enumera alguns alimentos remosos, sendo eles: carne de porco, camarão, caranguejo, peixes de pele, carnes de caça como paca, capivara, pato, marreco, entre outros.
“A característica remosa desses animais está principalmente nos seus hábitos alimentares. São animais que se alimentam predominantemente de alimentos em decomposição com uma alta carga de bactérias. Então, mesmo quando bem preparados e bem cozidos, a gente consegue sim eliminar as bactérias que estão ali nesses alimentos, mas a gente não consegue destruir as toxinas que são produzidas por essas bactérias, elas são resistentes ao cozimento”, explica a médica.
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