A manipulação religiosa é uma ferramenta poderosa nas mãos de líderes que usam a fé alheia para obter vantagens pessoais. Em alguns casos, essa influência pode ser levada ao extremo, resultando em crimes graves, como abuso e extorsão. Foi exatamente esse o caso do pastor Sinval Ferreira, 41 anos, condenado a 11 anos e 3 meses de prisão por posse sexual mediante fraude e extorsão.
Sinval, que chegou a ter 30 mil seguidores nas redes sociais, se apresentava como profeta e usava sua suposta conexão divina para enganar fiéis. Ele fazia falsas revelações sobre tragédias iminentes, como doenças e mortes de familiares, e convencia os seguidores de que apenas ele poderia livrá-los do destino sombrio. Para isso, exigia que homens realizassem “unções” de cunho sexual, alegando que o ritual quebraria maldições e protegeria seus entes queridos.
Além dos abusos, o pastor também extorquia os fiéis, ameaçando-os com novos infortúnios caso não fizessem generosas doações para sua igreja. A condenação foi determinada pela 2ª Vara Criminal de Samambaia, no Distrito Federal. Na sentença, a juíza destacou que Sinval buscava lucro fácil e satisfação sexual sem consentimento válido, causando danos psicológicos severos às vítimas.
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